Autor: Bàbálorisà Eurico Olúfonjàyé

Babá kejaiye anuncia possível fechamento da Casa de Nago

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Sugestão foi enviada hoje ao Setor Administrativo

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Bolsonaro Presidente

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Boa tarde a todos

O que me traz aqui é meu pronunciamento oficial em relação ao novo Presidente da República.

Primeiramente citar dois vídeos importantes para entender a questão. O primeiro, de nome, Nação Nago – Formadores de Opinião.

A respeito do primeiro, durante esta minha fala, menciono como figuras públicas, neste caso falando da figura do Sacerdote, tem poder de influencia no pensamento das pessoas e recordando situações vividas nos últimos dias, de falas de amigos e parentes que diziam que “Jair Bolsonaro na Presidência, não é um pesadelo pois a maldade não esta nele, esta nas pessoas”. Concordo em parte que Bolsonaro não pode ser a palmatória do mundo, toda via acontecimento recentes no Brasil tem sido fomentados por suas antigas falas. Com isso, verificamos que, sim, Bolsonaro é um formador de opinião e o povo precisa de que? De um Presidente da República que seja um exemplo, um bom exemplo.

E falando em exemplos, evoco meu segundo vídeo de nome, Bolsonaro – um reflexo cristão. E hoje, neste texto não falando sobre a Cosmovisão que impulsiona o mesmo mas sobre as ações propriamente ditas. Devo citar a fala em que o mesmo disse que “filhos não namorariam uma negra pois foram bem educados”, que “preferia ter um filho morto do que um filho gay” e por fim que “não cometeria o crime de estupro (no caso da senadora) pois a mesma não merecia”.

Não estamos falando de uma figura publica que seja um bom exemplo, não?

No quesito do Armamento Civil, me pergunto. Todo mundo é civil, os bons e os maus. Ou o ladrão possui uma carteirinha de bandido para que a este seja vetado o porte de armas? As pessoas andam vivendo uma fantasia.

No quesito “golpe e ditadura”, Bolsonaro embora no passado, já tenha declarado que se estivesse no poder apoiaria sim uma Ditadura Militar, me parece um pouco menos fervoroso atualmente. Me pergunto se sua postura é uma campanha de marketing, ou se o mesmo mudara realmente suas ideologias. Mas devemos recordar que o mesmo não encontra-se sobre plena saúde e que seu vice é um Militar. Qual a real intenção por de trás disto tudo?

E para terminar esta reflexão, fica a pergunta: Quem é Deus?

Quem é este Deus evocado por Bolsonaro? Pois Deus! Tem nome!

Mesmo nas Religiões Monoteístas, Deus, tem nome. E quando o mesmo em seu pronunciamento disse que será a favor da Liberdade, ele exerce a sua liberdade falando de Deus, não da liberdade do povo. Pois se como evoca sua campanha “deus acima de todos”, isso afasta de seus Padrões de Liberdade as Religiões Politeístas existentes no Brasil, cito as de origem Angolana, Daomeana e Yorubana, não bastante as próprias religiões indígenas.

Hoje ainda escutei do mesmo que ele iria reger o Brasil segundo as Leis de Deus? Que Deus novamente me pergunto. E lhes respondo, Jeová! Pois Jesus é um Messias, Jesus ao contrário de muitos ignorantes teológicos, não é Deus!

E se estamos falando de Jeová, temos a evocação pura e cristalina de um sistema de domínio, de controle político, de aplicação de xenofobia, homofobia, egocentrismo e etnocentrismo advindas deste mesmo “DEUS” vide as próprias escrituras. O papado é um exemplo disto, de como este “deus das batalhas” um dos títulos de Jeová não é um Deus para todos, mas um deus que escolhe lados.

Ontem quando vi um pastor ao lado de Bolsonaro, pastor este que se quer é bem visto pela Comunidade Evangélica, dizer que Bolsonaro era o “ungido de deus” me recordou o mito do Rei Davi. Isto é um tanto assustador para quem conhece História.

Por fim, o que espero é que o Brasil sobreviva a tudo isto. Vença mais esta etapa de aprovação em sua jornada. Que o povo possa ser olhado de forma igual pelo presidente e que “deus” seja objeto de culto apenas para seus fiéis.

Motumba! Baba Kejaiye

Espiritualidade Plural

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Não existe Espiritualidade. Existem Espiritualidades, Espíritos são Socialmente construídos Culturalmente, são eles partículas de Memórias de Vivencias. Logo, não existe Espírito, existem Espíritos (no plural). E esta Pluralidade, esta Diversidade é que deve ser entendida antes de qualquer situação que envolva o Plano Sensorial dos Espíritos.

Mesmo porque, quando a maioria das pessoas fala sobre “espiritualidade” esta falando entre linhas, sobre “espiritismo” que é como se chama no Brasil o Kardecismo. Porque se formos falar de Espiritualidade como uma “Terapia do Espírito”, Espiritualidade é Cultural! Não existem Padrões Universais para tratar de Espiritualidade. E mesmo se existir, também é Cultural e aí será no mínimo Etnocentrica.

Por isto que sou contra a Correntes Esotéricas.

Baba Kejaiye

Aruanda não é uma terra mistica: Iyalorixá Gisele Omindarewá, “Awô, o Mistério dos Orixás”.

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Aruanda, não é, nem nunca foi uma terra mística nem um plano superior. Nada mais é do lugar que os escravizados pretendiam voltar, ainda em vida. O lugar que conhecemos hoje como . . . Luanda! Capital de Angola. A pronúncia mudou de acordo com o tempo ou com a influência portuguesa, pois a língua é algo que muda com o tempo.

Dentro das religiões de matriz africana, a língua veícular dos cultos foi mantida praticamente intacta, pois tem apenas uso ritualístico e sagrado. Neste vídeo, podemos ver a pronúncia angolana de Luanda.

Luanda é capital e maior cidade de Angola, na África. A cidade tornou-se o centro do comércio de escravos da África para o Brasil de cerca de 1550 a c. 1850, sendo o maior porto para o tráfico de escravos da África portuguesa por mais de 300 anos. No porto de Luanda os escravos eram reunidos, acorrentados, armazenados nos porões dos navios e enviados através do Atlântico para serem vendidos no Brasil. Nesse porto, os navios passavam por duas grandes formações rochosas – uma maior, outra menor – para entrar no alto mar.

Para os escravos, Luanda estava gravada profundamente na sua memória como a última visão que tiveram de casa, seu último sabor de liberdade. Por esta razão, sempre que o escravo era transportado ao Brasil, ele recordava e falava de sua cidade africana “Luanda”. A escravidão continuou e, com o passar do tempo, as crianças que nasceram em escravidão nunca viram a África, nem uma cidade chamada de Luanda. Duas ou três gerações em escravidão, a ideia de Luanda como uma cidade parecia completamente irreal. Quando eles ouviram os mais velhos falam de Luanda, não poderiam criar uma ideia de que uma cidade ou país onde as pessoas eram livres seriam semelhantes. Assim, eles imaginaram que fosse algum tipo de “céu” ou terra prometida.

A ideia de ser capaz de voltar ao mundo da liberdade, um lugar mágico, tornou-se uma ideia que passou da boca de escravo do escravo. O tempo e o contato com a língua dos brancos encarregaram-se de transformar Luanda em Aruanda na boca dos cativos e a ideia de Aruanda tornou-se uma visão forte, que sempre foi seguido por gritos de excitação, o som de “ê!” para dar ênfase. “Aruanda ê”! Seria, então, Aruanda o nome de Luanda pronunciado pelos escravos que chegaram da Angola para a escravidão no Brasil.

A “sopa”

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Imperdoável é de tempos em tempos, vermos a Igreja Católica Apostólica Romana na cidade de Pelotas fazer “sopão aos pobres”

E qual é o preço deste sopão? Assistir o culto até o fim. Após isto as pessoas serão servidas. Não bastante estava eu sentado na Praça Coronel Pedro Osório este sábado, quando vejo a figura de um homem cuja camiseta trazia a inscrição “marcha para jesus” ofertando aos moradores de rua comida. Perguntava ele: Já almoçou? Já almoçou?

Resumo da ópera, seria servido um almoço em uma Igreja Neopentecostal ali próxima, mediante a assistência do culto Evangélico!

Bastidores de Pelotas, bastidores do absurdo!

Baba Kejaiye – que possamos separar Caridade de Conversão Religiosa

Grupo de Estudos

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Existe uma diferença sutil entre Grupo de Estudo e Evangelização. Teologia nao se faz com imposicao ou semi-verdades. Nada se constroi, se debate, se relativiza ou se reflete no Ambiguo, no Seleto, no Romance, no Egocentrismo, no Etnocentrismo e no Desconhecimento Historico.

Baba Kejaiye – a possibilidade de adesao deve vir na possibilidade de reflexao que ira gerar a tomada de decisões e nao de conversao religiosa.

*Alias, ja expliquei porque muitos Sacerdotes chamam seus fies de Ovelhas. Ovelhas sao animais, mudos a tudo. Apenas escutam, nao estão aptas a falar, nem questionar.

Re-ligare

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Religão Etnocentrica ensina Etnocentrismo a seus fiéis. Religião Egocentrica, ensina Egocentrismo a seus fiéis. Religião Homofóbica, ensina Homofobia a seus fiéis. Religião Xenofóbica, ensina Xenofobia a seus fiéis.

E isto pode ser chamado de Religião? Não!

Então fuja de “Religiões” que se autointitulam únicas e verdadeiras e que preconizam diferenças ao invés de re-encontros.

*Re-ligare, Religião, Re-encontro.

Baba Kejaiye