Autor: Bàbálorisà Eurico Olúfonjàyé

Festival a Akessan 2018

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Akessan – Legba dos Mercados e Feiras

Ontem a noite, por volta das 19:50 um pequeno grupo de membros, dentre eles o Sumo Sacerdote da Casa de Nago Oluorogbo em companhia de seu Ogan e mais dois Abiãns organizavam um ritual ao lado da Prefeitura Municipal de Pelotas, esquina com o antigo Prédio do Comércio. Aos poucos, convidados foram agregando-se ao grupo, já outros assistiam a distancia.

Quando foram 20h, pessoas ali depositaram sobre um recipiente de barro, ofertas trazidas ao que na Religião Yorubá dedicava-se do Deus dos Comércios. Dentre as iguarias estavam, obi (noz de cola), buzios e moedas de valores diversos.

O padé foi ofertado na esquina do local onde todos encontravam-se reunidos, o padé consistia de farinha de mandioca macerada com dende, 4 ovos e 2 charutos que
foram acesos antes do ritual iniciar. Um pouco da cachaça fora aspergida no local para dar start ao rito.

Iniciou-se canticos na língua yoruba e o Ogan da Instituição passava o recipiente de mão a mão, no sentido de pedidos de prosperidade e riqueza a Divindade, também em agradecimento de muitos a situações adquiridas.

O ritual possuía dois momentos. Do primeiro, a Akessan, segundo a Deusa Osun, representado a coletividade feminina e a Senhora dos Mercados, que mais tarde ocupada em Baba Kejaiye levara o recipiente de barro ao portão do Mercado Público acompanhado de uma das Abiãns da casa que a conduzia em seus passos exuberantes, pois tratava-se da Deusa da Sensualidade, da
Riqueza, da Fertilidade e que representa a Figura da Mulher no Mercado.

Na chegada ao portão, o conteúdo fora derramado em frente a vévé (símbolo) de Osun-Agbalu ou Erzulie divindade que Baba Kejaiye recebe, Osun fora conduzida de volta e tão logo ouvia-se os passos de alguns meninos que ali estavam, juntando as moedas.

Quando Baba Kejaiye despertara do transe os músicos que estavam cantando no Mercado Público já haviam partido, as pessoas já haviam voltado as suas casas, até o ponto de taxi estava vazio. Só restara os membros da Instituição e os visitantes que lá aguardavam seu retorno.

Comprimentos foram realizados e deu-se ali finalizado mais um Ritual a Akessan, realizado anualmente pelo I.A.N.O

Ile Ase Nago Oluorogbo – Administração

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Espiritualidade Plural

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Não existe Espiritualidade. Existem Espiritualidades, Espíritos são Socialmente construídos Culturalmente, são eles partículas de Memórias de Vivencias. Logo, não existe Espírito, existem Espíritos (no plural). E esta Pluralidade, esta Diversidade é que deve ser entendida antes de qualquer situação que envolva o Plano Sensorial dos Espíritos.

Mesmo porque, quando a maioria das pessoas fala sobre “espiritualidade” esta falando entre linhas, sobre “espiritismo” que é como se chama no Brasil o Kardecismo. Porque se formos falar de Espiritualidade como uma “Terapia do Espírito”, Espiritualidade é Cultural! Não existem Padrões Universais para tratar de Espiritualidade. E mesmo se existir, também é Cultural e aí será no mínimo Etnocentrica.

Por isto que sou contra a Correntes Esotéricas.

Baba Kejaiye

Aruanda não é uma terra mistica: Iyalorixá Gisele Omindarewá, “Awô, o Mistério dos Orixás”.

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Aruanda, não é, nem nunca foi uma terra mística nem um plano superior. Nada mais é do lugar que os escravizados pretendiam voltar, ainda em vida. O lugar que conhecemos hoje como . . . Luanda! Capital de Angola. A pronúncia mudou de acordo com o tempo ou com a influência portuguesa, pois a língua é algo que muda com o tempo.

Dentro das religiões de matriz africana, a língua veícular dos cultos foi mantida praticamente intacta, pois tem apenas uso ritualístico e sagrado. Neste vídeo, podemos ver a pronúncia angolana de Luanda.

Luanda é capital e maior cidade de Angola, na África. A cidade tornou-se o centro do comércio de escravos da África para o Brasil de cerca de 1550 a c. 1850, sendo o maior porto para o tráfico de escravos da África portuguesa por mais de 300 anos. No porto de Luanda os escravos eram reunidos, acorrentados, armazenados nos porões dos navios e enviados através do Atlântico para serem vendidos no Brasil. Nesse porto, os navios passavam por duas grandes formações rochosas – uma maior, outra menor – para entrar no alto mar.

Para os escravos, Luanda estava gravada profundamente na sua memória como a última visão que tiveram de casa, seu último sabor de liberdade. Por esta razão, sempre que o escravo era transportado ao Brasil, ele recordava e falava de sua cidade africana “Luanda”. A escravidão continuou e, com o passar do tempo, as crianças que nasceram em escravidão nunca viram a África, nem uma cidade chamada de Luanda. Duas ou três gerações em escravidão, a ideia de Luanda como uma cidade parecia completamente irreal. Quando eles ouviram os mais velhos falam de Luanda, não poderiam criar uma ideia de que uma cidade ou país onde as pessoas eram livres seriam semelhantes. Assim, eles imaginaram que fosse algum tipo de “céu” ou terra prometida.

A ideia de ser capaz de voltar ao mundo da liberdade, um lugar mágico, tornou-se uma ideia que passou da boca de escravo do escravo. O tempo e o contato com a língua dos brancos encarregaram-se de transformar Luanda em Aruanda na boca dos cativos e a ideia de Aruanda tornou-se uma visão forte, que sempre foi seguido por gritos de excitação, o som de “ê!” para dar ênfase. “Aruanda ê”! Seria, então, Aruanda o nome de Luanda pronunciado pelos escravos que chegaram da Angola para a escravidão no Brasil.

A “sopa”

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Imperdoável é de tempos em tempos, vermos a Igreja Católica Apostólica Romana na cidade de Pelotas fazer “sopão aos pobres”

E qual é o preço deste sopão? Assistir o culto até o fim. Após isto as pessoas serão servidas. Não bastante estava eu sentado na Praça Coronel Pedro Osório este sábado, quando vejo a figura de um homem cuja camiseta trazia a inscrição “marcha para jesus” ofertando aos moradores de rua comida. Perguntava ele: Já almoçou? Já almoçou?

Resumo da ópera, seria servido um almoço em uma Igreja Neopentecostal ali próxima, mediante a assistência do culto Evangélico!

Bastidores de Pelotas, bastidores do absurdo!

Baba Kejaiye – que possamos separar Caridade de Conversão Religiosa

Grupo de Estudos

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Existe uma diferença sutil entre Grupo de Estudo e Evangelização. Teologia nao se faz com imposicao ou semi-verdades. Nada se constroi, se debate, se relativiza ou se reflete no Ambiguo, no Seleto, no Romance, no Egocentrismo, no Etnocentrismo e no Desconhecimento Historico.

Baba Kejaiye – a possibilidade de adesao deve vir na possibilidade de reflexao que ira gerar a tomada de decisões e nao de conversao religiosa.

*Alias, ja expliquei porque muitos Sacerdotes chamam seus fies de Ovelhas. Ovelhas sao animais, mudos a tudo. Apenas escutam, nao estão aptas a falar, nem questionar.

Re-ligare

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Religão Etnocentrica ensina Etnocentrismo a seus fiéis. Religião Egocentrica, ensina Egocentrismo a seus fiéis. Religião Homofóbica, ensina Homofobia a seus fiéis. Religião Xenofóbica, ensina Xenofobia a seus fiéis.

E isto pode ser chamado de Religião? Não!

Então fuja de “Religiões” que se autointitulam únicas e verdadeiras e que preconizam diferenças ao invés de re-encontros.

*Re-ligare, Religião, Re-encontro.

Baba Kejaiye

Categorias das Religiões Espiritualistas

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Nome da Religião: Religião Tradicional Nkisse
Origem: Bakongo
Tipo: Politeista
Fricção-inter-etnica Brasil: Kardecismo/Indigena
Nome Brasileiro Culto Espiritualista: Umbanda Institucional Brasileira
Tipo: Universalista
Nome Brasileiro Religião: Candomblé de Angola
Nome Categorias Espirituais: Nganga/Npugu.
Nome Categorias Espirituais Brasileiras: Exu/Pomba-gira, Pretos Velhos/Caboclos

Nome da Religião: Toré
Origem: Kalankó
Tipo: Politeista
Fricção-inter-etnica Brasil: Nagô/Kalankó
Nome Brasileiro: Encantaria
Nome Categorias Espirituais: Encantados
Nome Categorias Espirituais Brasileiras: Encantados, Gentis

Nome da Religião: Kardecismo
Origem: França
Tipo: Universalista
Fricção-inter-etnica Brasil : Cristianismo/Evolucionismo Europeu
Nome Brasileiro: Espiritismo
Nome Categorias Espirituais: Mentores
Nome Categorias Espirituais Brasileiras: Pseudonimos

Nome da Religião: Yorubá
Origem: Nigéria
Tipo: Politeista
Fricção-inter-etnica Brasil : Brasileira
Nome Brasileiro: Candomblé Ketu, Batuque Nago/Oyo/Ijexa, Tambor de Mina, Xango de Pernambuco
Nome Categorias Espirituais: Egungun, Egun, Egun-Esá
Nome Categorias Espirituais Brasileiras: Ancestrais

Nome da Religião: Vodun
Origem: Benin
Tipo: Politeista
Fricção-inter-etnica Brasil : Brasileira/Yorubá
Nome Brasileiro: Candomblé Jeje, Batuque Jeje Tambor de Mina
Nome Categorias Espirituais: Akututos
Nome Categorias Espirituais Brasileiras: Ancestrais

Baba Kejaiye