Autor: Bàbálorisà Eurico Olúfonjàyé

Porque a Nação Kabinda é Bantu?

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1- Os povos Bantu foram os primeiros a serem escravizados no Brasil
 
2 – No Rio Grande do Sul “os banto vieram em número muito superior aos sudaneses” (Correa, 1998a:66).
 
3 – As pessoas da Nação Kabinda não reconhecem serem os Imoles (que chamam de Orixás), Imoles (Reis Divinizados) as figuras de Reis e sim Divindades que São elas, a Natureza, típica visão cosmológica que os Bantu tem para com os Inkisse (Deuses desta cultura)
 
4 – O termo Batuque deriva de um nome Bantu, Batukajé “local onde se toca tambor” como que o Nome da Instituição Religiosa e Bantu e nega-se a presença ou influencia Bantu nesta Cultura? E/ou que estes estiveram ausentes na conformação do Batuque?
 
5 – Quem são os descendentes da Nação Moçambique? Tão citadas em Artigos de Época? Não seriam os Kabindas, que adotaram o Panteão Ijexa? Após um dos configuradores deste seguimentos (como se encontra hoje) fora iniciado na Nação Ijexa em POA? (Waldemar dos Santos)
 
6 – O interdito com tudo relacionado a morta na Nação Yoruba, dá-se no âmbito, de que os Imoles (que recebe-se no transe) ascenderam a morte, sendo Divinizados por seu povo e elevados a categorias de Deuses, o que não acontece com os Inkisse (Que são Deuses Naturais) da Cultura Bantu, hora este interdito, se quer existe na Nação Kabinda, justamente porque é da Cosmologia desta Cultura o trato com Deuses Naturais e não Divinizados
 
7 – O ritmo acelerado do tambor é tipicamente Bantu, que, de maneira pouco cadenciada, é encontrada nas Nações Nagô, Oyo, Jeje e mesmo Ijexa possui diferenciações sonoras
 
8 – Kamuka, traduz-se “daqui para lá”, a passagem do Rei Morto (Igbaru) para a condição de divinizado (Ogodo) é para tanto um ORUKO! O nome civil-religioso de um adepto e não um “caminho de xango”, hora, se trata-se de um Oruko, dado a uma pessoa iniciada a Xango Igbaru, estamos falando de um Ancestral, um Egun, não seria diferente, o mesmo estar na casa dos mortos, e não, dentro do Peji
 
9 – A questão do termo Djina, Djina é um termo Bantu, que designa “o nome do Inkisse”, pois diferente dos Yorubás, que possuem nome civil-religioso e as Divindades não recebem “nome” pois são elas inteligentes (tiveram vida na terra) os Inkisse recebem nomes, pois são eles a natureza, é comum nesta cultura a questão da individualização das forças naturais plantadas em cada pessoa na iniciação, como que esta categoria de “dar nome da divindade” e mais, chama-la de Djina, que justamente é a terminologia utilizada pelos Povos Bantu, estar presente nesta Nação e negar que ela pertence a outro tronco Etnico?
 
10 – Por fim, citar, que casas mais tradicionais, não utilizam nem o termo Ejé (Nagô) e nem Axorô (categoria êmica, encontrada no Batuque em alguns seguimentos) para designar a palavra “sangue”, casas de Nação Kabinda, utilizam-se da expressão Menga, que em Bantu traduz-se como “sangue”
 
Ficou claro?
 
 
Baba Kejaiye

A gira

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Recordo que uma vez me perguntaram, se nós temos uma Liturgia capaz de revelar quem entra ou não em transe, porque os Abiãns (neófitos) não são levados a participarem deste Ritual, o Bolonãn para então tão logo serem iniciados.

Respondo, porque Iniciação é um chamado. Mesmo as pessoas que entram em transe, nem elas mesmas poderao ao longo dos tempos frequentando o Ilé-Asè receber este convite. Nem todos possuem o caminho da Iniciação a Orixa.

O mesmo ocorre no Culto de Incorporação de Espíritos, nem todos possuem o caminho da Incorporação e isso também é um chamado, um chamado Ancestral.

A Alma não está em desenvolvimento, e o “Médium” desenvolve seu contato no dia-a-dia, no aprendizado, na liturgia.

Nao consigo embora, de liturgias distintas separar o Bolonãn dos Yorubas (que é para os deuses) da Gira dos Umbandistas (que é para os espíritos)

Mas se o ser Religioso consiste no louvor e não na incorporação e se a incorporação também é um chamado porque levar as pessoas para gira?

As pessoas estao antecipando etapas, estão forçando relações humanas e espirituais. Sou contra a tudo isto. Na Encantaria de Bárbara Soeira todos vão ao cerimonial dançar, so que já recebem seus Encantados, os mesmos distribuem sua força e os demais, ao longo das danças podem em determinada ocasião manifesta-los pela primeira vez, o que denota então, ali, um olhar mais atento, aquele convite.

Do mais, a gira para mim é antecipar relações, a gira não é desenvolvimento, até porque esta ultima palavra se quer faz parte da filosofia africana, se não, da ocidental.

Motumba! Baba Kejaiye

Velório de Branco

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Porque se veste Branco no Funeral da Religião Yoruba-NAGÔ?

Pois para nós, não existe morte, não existe luto, não existe perda. Ninguém perde nada, só ganha. Branco a cor da vida, também é a cor da roupa de Oya Igbalé, aquela que apenas fará a transição de ara-aiye (ser encarnado) para ara-orun (ancestral) que …

CONTINUA VIVO!

Baba Kejaiye – a alegria de ser yorubá

Decepção

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E assim disse um famoso Oluwo da Ilha de Itaparica

“Não olhamos a questão do gênero, todos somos iguais na quesito iniciação, a energia que vai interagir com você não tem sexo. Isso é uma visão ocidental. Espíritos são designados por força e magia.”

Baba Kejaiye responde:

Primeiro: sim, olhamos a questão do genero (existem oboros que não se inicia em mulher, obirinxas que não se inicia em homem)

Segundo: A energia que consagramos tem sim sexo (pois ela é um ebora – rei ou rainha)

Terceiro: Não existe Magia na Religião Yoruba

Baba Kejaiye – decepcionado

A “alma da casa” na Teologia Yoruba

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O homem também gera seres energéticos, que convivem a sua volta e coabitam suas residências.

Esse ser criado, a partir da Energia do Pensamento Humano, convive e mora nas residências dos homens. Para essa Egrégora, os Yorùbá dão o nome de Èsù Onílé. Ou seja, a tradução literal é Onílé = Dono da Casa. Portanto, Èsù Onílé ( Exu onilê ) é um ser energético criado a partir da Energia do Pensamento de Todas das Pessoas que habitam um lar. Èsù Onílé ( Exu Onilê ) é merecedor de um Altar de Louvor, que recebe também o nome de Ojúbo, e é colocado o mais próximo da porta, ou passagem de entrada, das residências Yorùbá. Ali Ele recebe oferendas de comidas e rezas, no sentido de manter o equilíbrio, a paz, a harmonia, a saúde, a prosperidade, a fartura daquele lar. Porém, temos que notar: Èsù Onílé ( Exu Onilê ) pode ser bom ou ruim, ágil ou estático, saudável ou doente, guerreiro ou pacífico, e assim sucessivamente, em decorrência da energia do “pensamento” das pessoas que habitam aquele lar, que o criaram, o desenvolvem, ou o mudam.

Èsù Onílé ( Exu Onilê ) está sempre em desenvolvimento e mutação, é óbvio que, em decorrência dos atos e pensamentos dos que o mantém, por isso ele é um Èsù, pois Èsù é Vida, é Movimento, portanto é tudo o que pode acontecer naquele ambiente. Èsù Onílé ( Exu Onilê ) não muda de residência ou habitação. Quando uma família se muda de residência, Èsù Onílépermanece onde foi criado, e aqueles que vierem a residir futuramente naquela casa, irão estar sobre a influência doÈsù Onílé ( Exu Onilê ) que a antiga família, ou pessoas, formaram e configuraram. Desta forma, toda casa, toda construção civil tem um Èsù Onílé ( Exu Onilê ) seja ela uma construção residencial ou comercial.

Autor: Desconhecido

Desapego

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Quando que as pessoas de minha casa compartilharam um Artigo meu? Um banner dedicado ao Orixa da semana?

Mas compartilham a prece matinal judaico-cristã, os ensinamentos de buda, o poema oriental.

Aí as pessoas querem ser Sacerdotes ao final dos 7 anos.

Ser sacerdote é ser Representante de uma Cultura, se as pessoas acreditam que esta cultura só existe da porta do templo para dentro, aí esta dado o que Sandra Epega chamava de “viver a religião socialmente”

Este não sou eu.

Cosmologia acima de tudo. O resto, mentira. Engana-se quem quer, se não aos outros, muito mais, a si mesmos.

Baba Kejaiye – hoje, sábado, dia da Semana Nago dedicado a Iyaori “mãe das cabeças” donde cada um, tem a sua e sabe o que faz dela.

Categorias do Politeismo

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Nem Olodumare, nem os Orixas e nem os Imoles são:

Onipresentes, Oniscientes e Onipotentes

Aliás, não existe estas 3 categorias em nenhuma religião Politeísta! Por isso que surge entre tantas coisas o Monoteísmo!

Com base nesta afirmação, não existe Orixas fora dos Templos de Tradição de Orixa!

Não existe Orixas nas matas, não existe Orixas no mar, não existe Orixas nas cachoeiras! Estes são propriedades dos Orixas, mas os Orixas habitam o Orun!

Orixas só são evocados por Sacerdotes de Orixas!

Acho lastimável hoje com tanta informação as pessoas continuarem crendo no absurdo!

Baba Kejaiye