Mês: setembro 2016

Porque a Nação Kabinda é Bantu?

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1- Os povos Bantu foram os primeiros a serem escravizados no Brasil
 
2 – No Rio Grande do Sul “os banto vieram em número muito superior aos sudaneses” (Correa, 1998a:66).
 
3 – As pessoas da Nação Kabinda não reconhecem serem os Imoles (que chamam de Orixás), Imoles (Reis Divinizados) as figuras de Reis e sim Divindades que São elas, a Natureza, típica visão cosmológica que os Bantu tem para com os Inkisse (Deuses desta cultura)
 
4 – O termo Batuque deriva de um nome Bantu, Batukajé “local onde se toca tambor” como que o Nome da Instituição Religiosa e Bantu e nega-se a presença ou influencia Bantu nesta Cultura? E/ou que estes estiveram ausentes na conformação do Batuque?
 
5 – Quem são os descendentes da Nação Moçambique? Tão citadas em Artigos de Época? Não seriam os Kabindas, que adotaram o Panteão Ijexa? Após um dos configuradores deste seguimentos (como se encontra hoje) fora iniciado na Nação Ijexa em POA? (Waldemar dos Santos)
 
6 – O interdito com tudo relacionado a morta na Nação Yoruba, dá-se no âmbito, de que os Imoles (que recebe-se no transe) ascenderam a morte, sendo Divinizados por seu povo e elevados a categorias de Deuses, o que não acontece com os Inkisse (Que são Deuses Naturais) da Cultura Bantu, hora este interdito, se quer existe na Nação Kabinda, justamente porque é da Cosmologia desta Cultura o trato com Deuses Naturais e não Divinizados
 
7 – O ritmo acelerado do tambor é tipicamente Bantu, que, de maneira pouco cadenciada, é encontrada nas Nações Nagô, Oyo, Jeje e mesmo Ijexa possui diferenciações sonoras
 
8 – Kamuka, traduz-se “daqui para lá”, a passagem do Rei Morto (Igbaru) para a condição de divinizado (Ogodo) é para tanto um ORUKO! O nome civil-religioso de um adepto e não um “caminho de xango”, hora, se trata-se de um Oruko, dado a uma pessoa iniciada a Xango Igbaru, estamos falando de um Ancestral, um Egun, não seria diferente, o mesmo estar na casa dos mortos, e não, dentro do Peji
 
9 – A questão do termo Djina, Djina é um termo Bantu, que designa “o nome do Inkisse”, pois diferente dos Yorubás, que possuem nome civil-religioso e as Divindades não recebem “nome” pois são elas inteligentes (tiveram vida na terra) os Inkisse recebem nomes, pois são eles a natureza, é comum nesta cultura a questão da individualização das forças naturais plantadas em cada pessoa na iniciação, como que esta categoria de “dar nome da divindade” e mais, chama-la de Djina, que justamente é a terminologia utilizada pelos Povos Bantu, estar presente nesta Nação e negar que ela pertence a outro tronco Etnico?
 
10 – Por fim, citar, que casas mais tradicionais, não utilizam nem o termo Ejé (Nagô) e nem Axorô (categoria êmica, encontrada no Batuque em alguns seguimentos) para designar a palavra “sangue”, casas de Nação Kabinda, utilizam-se da expressão Menga, que em Bantu traduz-se como “sangue”
 
Ficou claro?
 
 
Baba Kejaiye
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