Quando perguntarem: de que religião você é ~ no que você acredita?

Postado em


Quando perguntarem: de que religião você é ~ no que você acredita?

Somos descendentes da deusa Oduá com o mortal Oduduwa, Egípcio, fundador da primeira cidade Africana, Ilé-Ifé, o berço da humanidade, 1558 à 1400 a.C.

Oduduwa deixou descendentes que se tornaram reis e heróis, todos eles descendentes de deuses, do fogo, da agua, do ar, da guerra, das matas. Apos a divinização de cada rei, cada um deles tornou-se patriarca e matriarca de sua cidade, cujo louvor é prestado até hoje, por seus povos, abrigando-os em seus corpos, para que os mesmos, ao possuírem seus corpos, no que chamamos de transe, possam vir de novo a terra e rever os seus familiares e sua descendência.

Utilizamos um sistema oracular, complexo, forjado em longo período de tempo, através de conhecimentos da matemática egpicia, donde nosso mestre Mohamed também conhecido como Ifá, trouxe a nós para Ifé, o introduzindo a comunicação do deus dos oraculos do povo yorubá, chamado Orunmilá “olhos do céus”.

Prestamos sacrificos aos deuses, por nós chamados orixás, quando a chuvas, para que não ocorra enchentes, quando a plantação para que exista boa colheita, quando há doença, para que se tenha vitória sobre a morte.

Cultuamos, nossa individualidade, nossas vontades, desejos, livre-arbitrio, moral, etnca, através de pactos com a mãe terra da qual chamamos Onilé e através de um recipiente translucido do qual acreditamos abrigar nossa alma.

Possuímos um deus, criador do cosmo, que em nossa crença, não escuta preces, nem mesmo sacrifícios. Esta inerte a sua crianção, donde, cria em período de longa inércia dois deuses, a partir de si mesmo, o poder feminino centrado na deusa Oduá que gera o Aiyê (planeta em que vivemos) e a segunda divindade criada, Obatalá que gera de suas mãos os seres humanos. As duas divindades, unidas, o preto e o branco, a esquerda e a direita, formam a grande Igba-du, a cabaça da existencia.

Através, do mensageiro dos deuses, do qual chamamos Osijé ou também conhecido como Esù (a esfera) conseguimos a comunicação com nossos deuses e com isto ligarmo-nos ao nosso deus criador de todas as coisas, que chamamos Olorun “senhor do céus”.

Louvamos a memória de nossa descendência, que após desencarnada, são louvados com música, dança, oferendas em seus funerais para tão logo estarem devolta em meio a sua família. Recipientes de barro são devidamente emborcados no solo, recebendo sacrifiicos e oferendas para que esteja a todo momento viva, memória e espirito de nossos ancestrais, pois entendemos que só estamos aqui graças a eles.

Nossa religião é rica, em cultura, teologia, filosofia, liturgia e cosmologia. Respeitamos a terra, o ar, o fogo, as matas, animais e os seres humanos.

Nosso conceito de alma multifacetada, não nos permite acreditar em evolução espiritual, em resgate, em karma nem mesmo em terra como um lugar de aprovação se não terra um lugar bom para se viver, o lugar criado pelos deuses para nós, um lugar lindo, de aguas cristalinas e vasto verde.

Lutamos para que os seres humanos cuidem deste espaço, através de nossa cosmovisão centrada no ligar-se a natureza e ao equilíbrio com este.

Nossos deuses vem a terra, pois aqui é um lugar bom. Que também seja um lugar bom … para você.

Bàbá Kejàiyé, todos direitos reservados ao autor. Texto de abertura do ano de 2014.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s